Assassin´s Creed 3 - O final de uma história memorável
Produtor: Ubisoft Montreal
Editor: Ubisoft
Plataformas Disponíveis: Playstation 3; Xbox360; Wii U; PC
Tudo começou com Altaïr Ibn La-Ahad, o primeiro Assassino desta saga que dedicou a sua vida a combater os Templários e à procura de um artefacto chamado “Pedaço de Éden”, a seguir a esta aventura, chegamos a Itália e é aí que conhecemos umas das mais carismáticas personagens dos videojogos: Ezio Auditore da Firenze. Este é sem dúvida uma das marcas da série e que desde o inico cativa o jogador, no entanto, passados três jogos, surge Assassin’s Creed 3, onde nos apresente Connor, o novo assassino. Mas ainda existe um outro assassino, o protagonista desta história chamado Desmond Miles que é introduzido nesta guerra entre Assassinos e Templários em 2012. É em Assassin’s Creed 3 que a história de Desmond chega a um fim.

Connor é o novo protagonista de Assassin’s Creed, filho de um inglês e da uma nativa america e descendente de Altair e Ezio. A história passa-se numa América do Norte a despertar para uma revolução. E como já é habitual na séria Assassin’s Creed, esta época está muito bem caraterizada cheia de detalhes e pormenores.
A apresentação de Connor no jogo é feita de forma cronológica, ou seja, começamos a jogar com Conor e vemos o seu período de crescimento e apercebemo-nos do que sente apesar de este ser bastante reservado. Os incentivos para Connor se tornar num Assassino é vingar um acontecimento que se passou na sua infância (não digo mais para não haver spoiler) e de proteger a sua aldeia de pessoas que originaram aquele acontecimento. A partir deste momento embarcamos na jornada que Connor tem de percorrer. O novo Assassino irá conhecer personalidades históricas que participaram na Revolução Americana, como GeorgeWashington, e desempenhar um papel relevante.

A jogabilidade sofreu uma enorme mudança e para melhor. As animações presentes em Assassin’s Creed Revelations já eram desatualizadas e davam a sensação de estarem gastas. Por isso todos os movimentos de Connor e as suas animações foram criadas de raíz e são mais fluidas e mais espetcaulares. Agora é possível assassinar em movimento, ou seja, enquanto corremos atrás do nosso alvo é possível matar quem se meta no nosso caminho sem nos desviarmos da rota de quem estamos a perseguir. Connor tem a habilidade de poder lutar com duas armas ao mesmo tempo finalizando os nossos ataques de forma mortífera. Se Ezio só conseguia subir edificos, Connor consegue subir praticamente tudo, desde árvores, penhascos (etc…) e estando no topo das árvores (e não só!) pode preparar emboscadas e armadilhas.
Conno tem à sua disposição várias armas:
· Uma pequena espingarda, que provoca muito dano mas é bastante ruidosa;
· Um machado, que é a arma com que Connor se sente mais à vontada;
· Lâmina Oculta, a arma tradicional dos assassinos;
· Arco, perfeito para eliminar alvos de forma silenciosa.
Por outras palavras, Connor tem um enorme leque de animações e armas para se tornar um assassino ainda mais letal que os seus antecessores.

Em termos de personalidade Connor é muito reservado e sério, é bastante direto nas suas missões e não se deixa distrair por coisas alheias e não tem aquele charme de Ezio, mas apesar disto, Connor consegue ser bastante interessante e cativar a atenção do jogador.
A área de jogo é enorme e muito mais dinâmica do que por vezes acontecia em Itália, as áreas de jogo são as seguintes:
· Nova Iorque
· Boston
· Fronteira (só aqui, a área é maior que a Roma da AC Brotherhood
Mas é nas zonas florestais da fronteira onde existe mais interação, seja a escalar árvores ou então caçar animais para mais tarde vender as suas peles e ganhar dinheiro. É excelente como as mudanças climatéricas se vão sucedendo, é de forma muitíssimo natural e real, podemos ser alvos de um clima seco e quente, de tempos chuvosos e de tempos de neve que vão dificultando os movimentos de Connor.
Uma das grandes novidades deste jogo são as Batalhas Navais que levam Connor a comandar um navio e abater os inimigos de forma bastante divertida. Nesta fase podemos regalar os olhos para o grafismo do jogo, tanto a água como os navios estão cheios de detalhes tornando uma experiência totalmente frenética.

No meio de tanta espetacularidade e numa área de jogo tão grande é lógico que surjam bugs e deslizes que afetam de certa forma a experiência. Também na história vão viver momentos brutais mas logo a seguir viverão experiencias de nível bastante inferior.
Os gráficos do jogo são excelentes e na zona da fronteira é onde podemos confirmar a sua qualidade, os cenários são coloridos e bastante detalhados. A música apesar de não ser tão boa como as do tempo de Ezio, é bastante boa e uma boa companhia ao longo do jogo.
Como disse no inico é aqui que a jornada de Desmond termina. Ao longo do jogo vamos poder controlar Desmond em algumas missões, no entanto, o final poderia ter sido melhor pois o leque de possibilidades de escolha para terminar esta história era mais que muita.
O Modo Multijogador, apesar de não inovar, melhorou a sua performance e introduziu um novo modo denominado WolfPack onde temos de acabar com alvos em cooperação para ganhar extras e passar ao nível seguinte.

Assassin’s Creed 3 é fabuloso, mas podia ser ainda melhor se a sua espetacularidade fosse continua e não sofresse quebras. No entanto é um grande jogo e uma boa conclusão da história de Desmond. Connor apesar de não ser do mesmo nível que Ezio é bastante interessante e analisa o desenrolar da sua jornada de forma muito mais séria. Assassin’s Creed 3 é o rumo certo da série.
